sábado, 23 de julho de 2011

Esse tal de sentimento

Sentimento é uma coisa muito esquisita,né? Fico imaginando de onde vem essas sensações que a gente tem que vão de um extremo ao outro em pouco tempo.

Um dia você ama muito alguém, você nao consegue imaginar a sua vida sem aquela pessoa do teu lado, seja ela um relacionamento amoroso ou simplesmente um amigo. No outro você não quer aquela pessoa na sua vida nem que ela seja a ultima pessoa que tenha sobrado no mundo pra você falar. E no outro? No outro dia você ainda ama aquela pessoa, mas sabe que ela não pode e talvez nem queira ficar na sua vida, então você se protege e prefere que ela simplesmente não faça parte mais pra não sofrer.

E tudo ao mesmo tempo? Também acontece.

Nossas memórias são um grande problema, porque como uma amiga minha diz: As coisas boas que a gente passa ao lado de alguem, ficam pra sempre e as coisas ruins o tempo se encarrega de consertar ou simplesmente de apagar se realmente valer a pena. Não há como transformar coisas boas que passaram em coisas ruins, mas há como transformar algo ruim em algo bom, nem que seja aprendizado.

Confesso que ainda não aprendi a lidar com esse misto de sensações que a gente tem. Muita informação. Festa estranha com gente esquisita. Vontade é algo que dá e passa? Acho que sim, mas momentaneamente mesmo, porque daqui a pouco fatalmente ela acaba voltando e você pensa "Porra, não passou?". Não passou porque sentimento é estranho, é uma faca de dois gumes. As sensações vão e vem o tempo todo. O ruim é que muitas vezes não sabemos lidar com isso tudo dentro de nós. Alguém me dá um copo de cerveja e um rivotril por favor?

O que nos resta? Nem eu, nem você e nem ninguém sabe. Seria muito fácil se soubéssemos e nada que é fácil é tão legal assim. O bom é passar por todo esse turbilhão, filtrar algumas coisas e depois calmamente ver o sol nascendo por trás das mais rústicas e frias montanhas.

O que dizer? O bolso anda meio vazio, ponho então as mãos.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Infecção Generalizada

Esses dias lendo um blog de uma grande amiga, resolvi pensar nos meus mais insanos pensamentos as comparações que podia fazer com relação ao amor. Pessoas comparam o amor sempre com coisas bonitinhas e sinceramente nem é o meu momento fazer isso. Logo, a dose de realidade é um pouco maior. O bonitinho nem sempre, alias, quase sempre, não é o sincero. O sincero às vezes é frio, duro, sem cor, amargo...o bonitinho não.

Vou comparar o amor à uma bactéria.

As bactérias são organismos unicelulares, que podem ser encontradas isoladas ou em colônias e podem viver na presença de ar ou não, e podem também viver tanto na ausência quanto na presença, são as chamadas facultativas. Existem bactérias que fazem parte de nós e que são necessárias à nossa sobrevivência, existem as patogênicas e aquelas que não são tão más assim, mas que te deixam de cama por uns 3 dias, te fazendo suar a 40 graus.
 O amor é assim...você pode encontra-lo isolado ou não, sua família por exemplo? É um tipo de amor em colônia que você não escolheu e que automaticamente quando se pensa, é: Amo minha família. Amor em colônia esse.

Quando vc ama alguma outra pessoa isoladamente, você se torna um hospedeiro daquela bactéria e você nem escolhe ser, porque quando você menos espera, PIN! Infecção bacteriana instalada com sucesso. Nessa simbiose bacteriana, você pode se considerar uma bactéria também, pois existe essa troca. Muitas vezes essa bactéria vive de forma aeróbia (na presença de ar) e outras vezes anairóbia (sem ar) e convenhamos que no contexto facultativa da coisa, a gente vive muito mais nessa relação anairobicamente do que aerobicamente.

Amar é praticamente estar com septicemia, onde aquela bactéria cai na sua corrente sanguínea, necessita do esforço do seu coração para continuar bombeando e te faz mal. Infecção generalizada e com risco de vida. Elas são assim, se instalam, se profileram, te usam, sugam suas energias, te deixam de molho e depois que você realmente percebe que aquela infecção é grave e precisa ser tratada....surge um antibiótico de amplo expectro e que com o decorrer das dosagens e dos dias vai matando aquelas bactérias dentro de si, até elas não existirem mais.

É bem mais fácil fazer isso cientificamente, porque com humanos esse tempo de convalescência da infecção é muito mais demorado e nem sempre aquela antibiótico que todos te dão a receita funciona. A melhor coisa é contar com a nossa própria defesa.  Se proteger dos organismos oportunistas da vida. Podemos até contar com as terapias alternativas, o que pode demandar mais tempo. Mas com certeza, existe uma cura.

Falar nisso, meus remédios estão acabando. Alguém tem alguma receita ai?



quinta-feira, 14 de julho de 2011

Reinvente-se!

Reinvente-se. Essa é a palavra chave de hoje. Curta e grossa. É daquele jeito, ou você se propõe a aprender com seus erros e evitar repeti-los sem se lamuriar ou pedir desculpas colocando a culpa no ombro do outro ou você impede o seu amadurecimento e continua jogando o mesmo jogo, onde você sempre acaba perdendo no final.

Ontem conheci uma pessoa que a partir de agora vai me ajudar a me reinventar. Alguém que ouvia muito falar mas sempre achei que não havia necessidade de conhecer, pois me sentia autossuficiente pra sair dos meus próprios buracos. Pois então, não dizem que nada acontece por acaso? Eu precisei e não hesitei. Fui e realmente me encantei pelas possibilidades que esta pessoa pôde me oferecer para que eu me conheça melhor e para que eu possa me reinventar, ao meu melhor modo, sem deixar de ser quem realmente sou, sem perder a essência...e isso já me fez ganhar o dia.

Chega de lenga lenga, blá blá blá, pessoas que não acrescentam, sugação de energia, fragilidade demais, inflexibilidade, lamúrias, ladainhas, falsos moralismos, hipocrisia, whatever...chegar de fazer drama!!! A humanidade seria muito melhor se fosse menos dramática, menos sofrida, menos sugadora, menos hipócrita, mais sincera, mais crente de si, mais inteligente e mais ser pensante.
Eu não quero ser e nem sou perfeita, quero ser eu mesma, com todos os adjetivos de qualidade ou não, com todos os pejorativos, com todas os acertos e falhas, com toda melação e distância, com todo romantismo piegas e a voracidade de apenas mais um também.

Será que você já buscou de verdade ser você mesmo!? Muita gente não se conhece e se esconde por trás de uma Poker Face pra achar que ama alguém e que é amado, pra achar que é bem aceito, pra achar que tá fazendo o bem quando não está...enfim...para diversas coisas que todos nós sabemos.
O conselho é: Busque a sua verdade! Siga a sua vida! Leve-se ao seu melhor. Permita-se se conhecer melhor. Interaja com você mesmo. Brigue consigo mesmo. Se aplauda. Mas nunca se esqueça que você é um ser mutante e que uma hora você já pode ter perdido as contas de quantas vezes se Reinventou e do quanto és feliz sendo quem és.

Um brinde a si.


quarta-feira, 6 de julho de 2011

Belo dia Cinza

Depois de uma noite horrorosa que passei, dormindo uma média de 3h..se chegou a isso, acordei linda às 6h pra trabalhar no meu honroso e emocionante emprego de Enfermeira!

O de sempre seu Zé! Dirijo ouvindo a mesma rádio, vejo os mesmos carros muitas vezes, penso as mesmas coisas na mesma hora, tirando os momentos em que eu xingo alguém ou que preciso me concentrar em uma manobra phantárdiga. Chego no hospital, bato meu cartão sempre antes da hora, (6:59:54s), mas sempre antes e já vou seca preparar um café na cafeteira paraguaia que habita a supervisão. Tudo bem, pode vir mais pó do que café propriamente dito no meu copinho de plástico, mas acho que esse pó é que ta me dando onda pra trabalhar o dia todo loucamente.

Sabe aquele dia que o hospital está um caos? Que você pisa no seu andar e pensa: "PQP, como eu queria minha cama, meu ursinho e meu edredon?", pois é. Hoje foi um dia desses. Você vai descer pra levar um exame e dá de cara com a família de um paciente que você cuidou há 2 dias atrás e simplesmente alguém de 1, 45cm de altura, te abraça como se você fosse a mais próxima da família e chora. Chora copiosamente. E você com um papel pra autorizar na mão, com cobrança em cima da autorização daquele papel e simplesmente presa naquele momento tão cinza e chuvoso para aquela mãe de família que apertava os olhos sobre meu peito. O que alguém poderia te falar naquele momento tão triste? Algo que eu talvez não esperasse naquele momento, muito menos naquele dia tenso e que eu queria mais era estar em casa. Ela simplesmente me olhou depois de me abraçar e chorar 5min e falou: "Muito obrigada! Obrigada por tudo que você e sua equipe fizeram pelo meu marido. Obrigada pelo cuidado, conforto, paciência, dedicação, obrigada por existirem. Se não fosse por vocês, talvez tudo seria muito mais difícil do que ja é." Confesso que meus olhos marejaram, mas eu não podia pedir colo pra alguém que acabara de chorar no meu peito. Respirei fundo e falei meia dúzia de coisas que a gente sempre diz pra confortar alguém que sofre pela perda do outro. 

Entreguei meu pedido e fui calada e pensativa voltar ao meu batente. Pensei: "É, quando a gente menos espera, as pessoas que vimos poucas vezes e apenas demos o mínimo que nos cabia naquele momento, nos agradece aquele "mínimo" no momento da sua mais profunda dor. E eu to reclamando da vida?" Porra! Que injustiça,né?

Depois daquele episódio, milhares de coisas aconteceram no andar, na emergência adulto e pediátrica e eu lá,fazendo a linha escrava Isaura branca e com o pensamento voltado ao resultado das minhas ações. Até um leve "chamado" da chefia levei hoje por não abaixar a cabeça pra algumas pessoas dentro da instituição e fiquei pasma: Não alterei meu humor. Hoje é dia de pagamento, por que absorver energias negativas naquele momento? Eu quero é CONTRACHEQUE!rs

Brincadeiras à parte, percebi que por mais que eu passe o mês inteiro ralando, levando daqui, dali, passando pelas situações mais inusitadas possíveis, no final do mês tendo meu contracheque bonitinho e meu dinheiro depositado....um gesto simples e inusitado de alguém que você mal conhece, transforma o seu dia de forma que você até esquece que ganha pouco, se estressa muito e que tem problemas pessoais. 

Belo dia cinza e chuvoso. 

terça-feira, 5 de julho de 2011

Tudo se perde...

Queridos, resolvi inventar um blog para exercitar um lado meu que andava adormecido há muitos anos. Os posts vão obviamente variar de acordo com meu humor.rs. Não pensem que escreverei apenas mágoas, o que muitas vezes acabamos vendo em outros blogs. Vou procurar escrever um pouco de cada coisa que existe em mim, sempre priorizando o meu estado de espírito atual. Espero que o humor melhore, porque vou começar com mágoa,hein?rs

Vamos nós:


É engraçado como as coisas se perdem..
Aquele presente que você deu e mandou embrulhar na mais linda embalagem, com dedicatória, com a mais sincera intenção...começa se perdendo com a embalagem, depois, o presente que você deu com tanto carinho, se perde no meio de coisas que você já tem ou vai adquirindo ao longo da sua vida...e no final...ele já perdeu o seu real valor.

Amizades e amores são assim...a gente encontra e perde pessoas o tempo inteiro. Lógico que existe aquela velha hipocrisia que adoramos, a qual sempre que conhecemos uma pessoa incrível, dizemos: “Você vai estar na minha vida, INDEPENDENTE do que acontecer”...”Você é a melhor pessoa que eu já conheci.”...”Você é meu melhor amigo(a)”...”Você é a única pessoa que me faz sentir desse jeito...”...e de repente. PLUFT!! Acontece um problema, as palavras mudam de tom, mudam de sentido e você simplesmente perde aquele alguém com a mesma facilidade que aquele embrulho de presente foi jogado no lixo e que aquele significado deixou de existir em meio a tantas outras coisas que se tem.


Sim, é muito fácil perder alguém da sua vida. O mais difícil é aceitar que aquelas pessoas que você realmente achava que nunca iria perder, dificilmente voltarão a sua vida com o mesmo brilho e com aquele laço perfeito do embrulho de presente. Mais difícil ainda, é saber que não se encontra pessoas assim em qualquer esquina, que a rapidez que se destrói NUNCA é maior do que a que se constrói. Cruel...mas compreensível e sincero.

É como um edifício, que demora anos pra ficar pronto, contando com uma mega estrutura, profissionais escolhidos a dedo para realização de algumas tarefas, decoração pensada em mínimos detalhes e o mais importante do processo: Segurança. Para se inaugurar algo, é necessário ter certeza de que aquele edifício não vai se abalar com os mais fortes furacões, chuvas, terremotos ou qualquer outra revolta natural que puder haver. Um dia, após decisões de pessoas muito mais importantes do que aquele que resolveu construir aquele prédio, o prédio precisa ser demolido, e é. Todo aquele trabalho de anos e mais anos em cima dele, horas de sono perdidas estudando, trabalhando, ornamentando, cultivando sonhos nas pessoas que lá habitariam...vai abaixo em menos de 10 segundos. E vira simplesmente PÓ...o que por ironia do destino nós também passaremos a virar após a nossa morte.

Sensação de pó é essa que fica após grandes abalos...resta a nós reconstruir o melhor que há em nós se sobrou algo, estudar as melhores possibilidades de um terreno plano e seguro, onde a gente passe a entender que abalos podem voltar a acontecer, mas que a vontade de sempre construir nunca se perca...pois se esta se perder...perde-se o sentido da vida, do presente, do embrulho....dos laços...das flores...do bilhete...